Na ressaca do rebentamento do meu disco rígido, na qual vou pedindo a alguma entidade superior que o meu “notxibook” engula algum sistema operativo, permito-me dissertar sobre as conversas do Professor Marcelo do canal RTP. O senhor discursa durante cansativos 30 minutos sobre tudo o que não interessa ao comum português, principalmente sobre a melhor maneira de enganar o português, sobre o melhor discurso para determinado candidato derrubar o outro, as melhores práticas de fantochada sobre as quais o português que se levanta às seis e meia da manhã e chega a casa às oito da noite depois de duas horas de transportes públicos está-se completamente a borrifar. Que tal se falar sobre o que o governo e a oposição devem fazer para elevar Portugal a todos os níveis ao invés da forma de como as coisas se dizem? Se se reparar, este senhor o que faz todos os Domingos é apontar estratégias para os políticos parecerem bem aos olhos dos portugueses depois de fazerem nada ou quase nada para isso. Faz lembrar o papel de um grande advogado que defende um criminoso, e que todos os Domingos tem uma estratégia nova para que um juiz cometa o maior erro da sua vida ao colocá-lo em liberdade.
É um programa muito mau, no qual o “convidado residente” não se permite ao contraditório, que deveria existir pela mão de uma jornalista que mais não faz do que admirá-lo durante aquela triste meia hora.
Este tipo de homens já não vinga pelo mundo fora. Veja-se a capacidade assertiva de um Obama, que fala sobre os problemas e principalmente das soluções para esses problemas. Veja-se um Lula da Silva que fala sobre os reais problemas da sociedade. Ora o país está cansado e farto de Marcelos. O país não quer políticos. Este senhor é um político. O país quer pessoas com capacidade e conhecimento sobre as organizações importantes, desde o topo até ao nível das operações. É esse o nível que contacta directamente com as pessoas no seu quotidiano quer nos hospitais, quer nas escolas ou nos lares de idosos. O país quer pessoas que falem sobre os problemas e as soluções da Justiça, da Saúde e da Educação. O país quer pessoas que falem de coisas úteis. O país quer ouvir opiniões de estudiosos. O país quer ouvir falar sobre o modelo de Gestão do Sistema Nacional de Saúde de países como a França ou a Alemanha. O país quer ouvir falar de um maior aproveitamento das energias renováveis de um país que tem Sol todo o ano e uma costa de 800 Km de comprimento. Este professor Marcelo nada tem a ensinar sobre isso, portanto tem muito pouco para ensinar a este país a não ser a retórica da elite da política portuguesa. Dou-lhe nota 20 nessa disciplina
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